SINPCRESP solicita investigação após denúncia do caso Vitória em Cajamar (SP)

Sindicato pede apuração rigorosa da SPTC e da Secretaria de Segurança Pública sobre alegações de pressão e irregularidades em laudo pericial.
O caso da jovem Vitória Regina morta há um ano em Cajamar (SP), após desaparecer ao retornar do trabalho, voltou à tona depois da Justiça anular recentemente o depoimento do único suspeito preso, por supostamente ter sofrido coação. O caso ainda ganhou uma reviravolta com a suspeita de um perito ter sido pressionado para manipular laudos e forjar provas de vestígios de sangue que incriminariam o acusado. O profissional teria sido afastado após se recusar a fraudar documentos, e seu nome teria sido incluído em laudos complementares feitos por outra equipe.
O Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo (SINPCRESP) informa que tomou as medidas institucionais cabíveis em relação à denúncia veiculada pela imprensa sobre o "Caso Vitória", em Cajamar-SP. Diante da gravidade dos relatos que sugerem pressão sobre o trabalho pericial e possíveis irregularidades na condução de laudos, o sindicato reafirma sua postura em defesa da autonomia técnica e da verdade real.
A entidade afirma que somente cumpriu seu papel institucional de notificar e acompanhar denúncias e casos envolvendo profissionais da categoria. Os únicos protocolos realizados foram: o envio de ofício à Superintendência de Polícia Científica (SPTC) requerendo a abertura de uma investigação imediata e minuciosa sobre o episódio; e à Secretaria de Segurança Pública (SSP) solicitando a adoção das medidas pertinentes, uma vez que as acusações envolvem também servidores da Polícia Civil.
O presidente do SINPCRESP, Bruno Lazzari, ressalta que o compromisso primordial da perícia e deste sindicato é com a elucidação transparente dos fatos:
"Trata-se de um episódio de alta gravidade que atinge a credibilidade das instituições. Por isso, solicitamos uma investigação criteriosa. No entanto, o SINPCRESP condena qualquer juízo prévio de culpa. Nosso papel é garantir que a investigação ocorra dentro da legalidade, preservando a ética profissional e a isenção que a prova técnica exige", afirma Lazzari.
O SINPCRESP acompanhará de perto os desdobramentos das apurações, zelando para que a autonomia dos peritos criminais seja respeitada e que qualquer desvio de conduta, se comprovado, seja tratado com o rigor da lei.
