SINPCRESP participa de manifestação unificada contra Governo Tarcísio

Ato reuniu diversas carreiras da Segurança Pública em caminhada estratégica; governo bateu o telefone na cara dos manifestantes duas vezes durante tentativa de diálogo.
Nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, o Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo (SINPCRESP) participou de uma mobilização expressiva na Avenida Paulista em defesa da Segurança Pública. Ao lado de entidades como Sinpolsan, Sindcop, Sinpol Ribeirão Preto, Sindpesp, Fessp-Esp, Sitsesp e Sinppenal, o sindicato movimentou o ato que percorreu pontos estratégicos da capital para denunciar o sucateamento das carreiras e a falta de investimentos na Polícia Técnico-Científica.
A caminhada teve início em frente ao MASP e seguiu um trajeto simbólico, passando pela Corregedoria da Polícia Civil, por uma unidade do Corpo de Bombeiros e encerrando-se na Secretaria de Segurança Pública (SSP). O movimento demonstrou a união de forças pelo objetivo comum de garantir dignidade aos profissionais que sustentam a justiça no estado.
Ranking salarial e apoio parlamentar
O ato contou com o apoio dos deputados Carlos Giannazi (PSOL), Paulo Fiorilo (PT) e Reis (PT). Em discurso, o deputado Reis criticou a atual política salarial: ''Apesar das promessas de que a polícia paulista seria a 10ª mais bem paga do Brasil, o estado hoje está entre as piores remunerações, ocupando a 23ª ou 24ª posição nacional'', denuncia.
Tentativa de diálogo interrompida
Um momento de indignação ocorreu quando representantes tentaram contato telefônico com o gabinete do Governador Tarcísio de Freitas para abrir um canal de negociação. As chamadas foram prontamente interrompidas pela secretaria do governo, que desligou o telefone em duas ocasiões.
O presidente do SINPCRESP, Bruno Lazzari, criticou a postura da gestão estadual: "Essa tentativa frustrada de contato é o retrato fiel do que enfrentamos no dia a dia: um governo que se fecha para o diálogo e vira as costas para os profissionais que sustentam a justiça em São Paulo. Não aceitaremos esse descaso em silêncio", afirma Lazzari.
Estado de Alerta
A manifestação ocorreu às vésperas da data-base de 1º de março e do limite legal de 5 de abril, marco imposto pela legislação eleitoral para a concessão de reajustes. O SINPCRESP reforça que a categoria deve permanecer em estado de alerta, pois o sucesso do ato na Paulista demonstra que os peritos criminais não aceitarão passivamente a precarização de suas funções.
