SINPCRESP cobra Governo Tarcísio de revisão salarial diante de disparidade na Perícia

O Governo de São Paulo tenta vender a imagem de uma Segurança Pública tecnológica, mas os números escondem uma realidade de profunda desvalorização. Atualmente, o estado mais rico da federação paga um dos piores salários do Brasil para a Polícia Científica: São Paulo ocupa apenas a 18ª posição na lista de pagamentos iniciais para peritos criminais.
Enquanto o perito paulista inicia sua carreira com R$ 13.739,67 , colegas da Polícia Federal e de estados como Santa Catarina e Paraná já começam recebendo entre R$ 26.000,00 e R$ 27.831,70. Essa disparidade é um insulto aos profissionais que garantem a maior produtividade do país.
Para o SINPCRESP, a manutenção dessa defasagem compromete a atratividade da carreira e não condiz com os recordes de eficiência frequentemente alcançados pelas equipes paulistas.
A conta não fecha
É comum o Estado utilizar os recordes de laudos e a elucidação de crimes para fazer marketing político, mas na hora de valorizar quem produz essas provas, o discurso de investimento desaparece. O volume de trabalho em São Paulo é incomparável, com equipes que produzem em um mês o que outros estados levam um ano para realizar.
O presidente do SINPCRESP, Bruno Lazzari, ressalta que a entidade está atualmente protocolando ofício ao Governo do Estado para tratar especificamente dessa disparidade: "Os dados técnicos da ABC mostram que São Paulo ficou para trás em termos de atratividade e retenção de talentos na segurança pública. O governador Tarcísio de Freitas precisa decidir se quer uma Polícia Científica de primeiro mundo ou se vai continuar pagando salários que nos deixam na rabeira do Brasil. Ocupar o 18º lugar no ranking nacional é vergonhoso para o estado que se diz a locomotiva do país”, dispara.
O sindicato reforça que continuará atuando de forma técnica e propositiva para que a perícia criminal de São Paulo retome seu protagonismo também no quesito valorização profissional, garantindo condições justas para quem sustenta a excelência da prova material no estado.
